VIZIR (WAZIR)

VIZIR (WAZIR)

104min | 2016 | Ação | Idioma: HI

ÍNDIA

SINOPSE

Wazir narra a história de dois amigos improváveis, um policial e um homem com deficiência, e as circunstâncias incomuns que levam a esta amizade entre os dois. Unidos pelo pesar e por um estranho golpe do destino, os dois homens decidem se ajudar a vencer o maior jogo de suas vidas, mas surge um poderoso e misterioso oponente à espreita, preparado para derrotá-los.

FICHA TÉCNICA

Produção: Vinod Chopra Productions – Índia
Direção: Bejoy Nambiar
Roteiro: Vidhu Vinod Chopra
Elenco: Farhan Akhtar, Amitabh Bachchan, Aditi Rao Hydari

  1. O que vi até agora desta mostra, em particular no quesito “filme indiano”, me desencoraja em continuar. Mais um filme que, embora tenha uma história que poderia ser bem desenvolvida, fica tão no rez-de-chaussés que vira um sonífero. A Índia tem filmes muito bons. Só para constar, tem “Retrato do amor”. Muito simples e eficaz, apesar de colado a tradições ultrapassadas, porém vigentes na sociedade indiana. Tem “Badla”, magistralmente dirigido, com momentos em que a respiração quase estanca, embora apresente erros infantis no roteiro. Com o mesmo Amitabh Bachchan, de “Pink” (horroroso) e deste “Wazir”, portando a mesma indefectível barba. Fica-se espantado no contato com a cultura extremamente machista da Índia. Neste filme, por exemplo, em todas as cenas em que aparece o casal principal, a mulher está, fisicamente falando, em planos horizontais abaixo do homem. Mulheres absolutamente lindas e, pelo menos para nós, exóticas. Pergunto-me se a utilização constante dessa beleza não seria mais um componente machista: a mulher é inferior, portanto, como diria Vinícius, beleza é fundamental. Até agora, permanece uma grande decepção com essa mostra que, parece, subestima seu possível público.

  2. Suspense de ação, que traz o xadrez (que foi inventado na Índia) como pano de fundo das ações desenvolvidas, sendo que Wazir é uma peça de xadrez não ortodoxa, que move um quadrado ortogonalmente em qualquer direção, o que explica algumas ações que acontecem e que busca o derradeiro xeque-mate, retratando conflitos terroristas atuais.

  3. Achei muito fraco. Permeado de clichês, o filme não sabe se mantém-se fiel à cultura indiana ou se imita a norte-americana. O resultado é um filme com estética híbrida, sem identidade, com uma direção preguiçosa, que vale-se de soluções mirabolantes para resolver o enredo, quase ao estilo deus ex machina.

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